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quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Além do tempo



Seria interessante pensar em nossa validade
à semelhança de mercadoria vendável...
Uma ironia, não seria?
Penso até mesmo num vendaval interminável.

Validade, tempo, idade...

Sim, o tempo é mensagem
Pois logo o TIC estala
e o TAC vem como bala!

Onde está a vírgula temporal mediana?
Veja, aquela que maneja
os solavancos do TAC
e as arremetidas do TIC
como pausa disposta a atenuar o repique!

Neste passo, não há passe para o fim deste impasse.
E a passagem para a lápide é o último ponto
Ou tomo, se livros te encantam...

Adianto-me nas condolências,
por singela complacência...
Mesmo porque  as reticências
são somente a sinopse da repetição pendular
ou circular (vai de quem fabricar).
Por assim dizer e pontuar, do TIC-TAC.

Assaz pertinente
como conversa do fundo da padoca,
No estilo filosofia ovo-galinha(s)
São as próximas três linhas:

TIC-TAC dentro do relógio.
Quem veio primeiro?
O TIC-TAC, como é óbvio!!!

Se pressuponho, de próprio punho
que o relógio é rascunho
do milenar TAC-TIC
porque há tanto chilique
na incapacidade de governar the time, o TIC-TAC?

O Supremo Relojoeiro criou o tempo,
colocou o TIC-TAC.
E agora vejo, nas métricas da fé, em exultação
uma nova perspectiva, de coração!

(Antologia Poesia Agora - edição inverno 2018; p.61 e 62)

sábado, 24 de novembro de 2018

Até à jarra

Nos andares do vento
Venha dia, nasça vida
Já é noite, estrelinha...
Eis aí uma sementinha!

Caminhares pretendo
Noite linda, luazinha
Manhazinha madruguinha...
Eis aí a sementinha!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Cumprindo a palavra (Premio Poetize 2018) Chegou!


Depois de guardar um suspense em post anterior (se você não sabe a que me refiro leia esta postagem )  e após algumas intercorrências na entrega dos meus exemplares, finalmente chegou a grande e esperado momento (pelo menos para mim... ) !

Meus nobres leitores, quero compartilhar uma notícia muito boa: chegaram a mim os exemplares da Antologia Poética do Premio Poetize 2018 (Concurso Nacional Novos Poetas)!

O concurso em tela selecionou 250 poemas para fazerem parte da obra que se vê abaixo. E a novidade é que meu poema foi selecionado/classificado! Fico contente por ter sido um concurso de amplitude nacional com 2320 inscrições e estar entre os 250!

Meu poema está nas páginas 180 e 181 da obra. É muito bom ver seu pequeno escrito ali dentro do livro!

Vou compartilhá-lo e transcrevê-lo a vocês!


Até à jarra
Nos andares do vento
Venha dia, nasça vida
Já é noite, estrelinha...
Eis aí uma sementinha!

Caminhares pretendo
Noite linda, luazinha
Manhãzinha madruguinha...
Eis aí uma sementinha!

Que pesares acalento
Escurinha na tardinha
Dança já primeira uma verdinha...
Que momento, numa hora a folha
Da sementinha pamonha!

Oh orvalho! Umidifique a grama,
inclusive aquela outra:
Uma folha aí,
Altera semente, alterada para verde!

Cambaleia sopra-folha
Isto é o vento que ressona,
Vem o agricultor e molha,
Agora a ex-semente modifica?
Não, eis aí uma mudinha!

Revira o globo,
Noite sobe,
Dia desce,
Sopra vento
Me parece...
Um frutinho aparece!!!

Nuvem vem...
Considera sua mira,
Logo cerca o perímetro
Neste canto da noitinha!
Chuá! Chuá!
Venha cair naquela tardinha!
Sedenta de ti, chuvinha...

Quão fruto que verde deslumbro!
Vai noitinha (eu já sei),
Manhãzinha, já reguei!!!

Dias noites...
Noites dias...
Quão frutinhos suculentos (eu pensei)!
Destes belos desfrutei
Numa jarra à mesa!
Este suco, aprovei!