Olho fixo para o papel.
Estes olhos baixos
perguntam-se para o céu:
posso olhar para Ti?
Minha vista perpassa
as camadas do papel
e a dança lenta das pupilas
é ritmada.
Com inclinações para cima,
a olhadela considera:
encontra minha janela!
diante de mim
é um objeto desfocado
na vista!
Não é planejamento, projeto.
É horizonte, ilustração:
uma caneta embaçada.
Ao fundo, tenho mais distante
(nem tanto!) o caderno,
um companheiro das minhas jornadas.
A imobilidade aparente
é a derme
dum lugar
onde eclodem pensamentos sobre Ti!
Pensar em Ti,
resulta em considerar
o que há em mim.
O que há em mim?
Não estou olhando para os olhos da folha.
Mas, tenho-a aqui
em minha vista.
Ela é somente um ponto,
um elevador
mandado por Deus
que me auxilia
pra pensar Nele.
Na medida pouca,
em breve tempo
estarei contigo,
SENHOR.
Obrigado por Cristo, SENHOR!
(Gabriel Monteiro)

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