Sim, sentimentos.
Coloco-os em momento
sobre os ventos
neste versos.
Pouco tempo
para tempos
de falar de sentimentos!
Dos que pregam: eu nego;
para os sentimentos (sou sincero),
vejo que há o medo
de falar com receios,
pois no falar de sentimentos
temem voar,
e neste ares almáticos,
sentir medo...
Sim, há em fortes
o medo do sentimento,
pois temem sentir medo!
Deus, considero-os.
E suplico que me acompanhe
neste voo. Não preciso estar sozinho!
Neste poema que me deste,
levanta-me nos sentimentos.
E pelos sentimentos,
é a minha prece, oh Deus,
me fortalece!
O pragmatismo sem bússola
não é nada menos,
ar e vento.
Ouso afirmar
que esta objetividade tem essência subjetiva
(pois a todos os caminhos vai, e para onde "vai", então?)
Assim é praticar
sem cosmovisão.
Viver por viver
é viver para "não sei".
É não sabendo viver para o que, então?
Logo, dizer sentimentos
é enfrentar medos.
Destarte, sentimentos que vistam a bússola
são momentos de
excelência, objetividade e inteligência.
Tal sapiência de sentir
vem do vento que vi,
vai para quem não sei,
é do Santo Espírito.
Sentimentos são a combustão
do cristão para, na razão,
rever conceitos objetivos
e submetê-los aos pés de Cristo!
(Gabriel Monteiro)

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